Primeira edição do RECIFEST supera expectativas

Realizadores e Produtores - Recifest - 26102013-002

O 1º Recifest – Festival de Cinema da Diversidade Sexual terminou ontem (sábado), tendo como principais premiados o curta cearense “O melhor amigo”, de Allan Deberton e o pernambucano “Tubarão”, de Leo Tabosa. O resultado foi revelado durante cerimônia de premiação na noite de ontem (sábado), no Cinema São Luiz.

Foram cinco dias de evento, cujo saldo positivo pode ser medido pela presença maciça de público – no total, 2320 pessoas, entre artistas e lideranças do movimento LGBT. Compareceram à cerimônia de premiação Jomard Muniz de Britto, José Otávio Meira Lins (presidente da Associação Brasileira de Turismo GLS), Dr. Adalberto Vieira (Procurador de Justiça do MPPE), Maria do Céu (proprietária do Clube Metrópole) e vários realizadores do cinema nacional. A mãe de Rutílio de Oliveira (1959-2012), idealizador do festival, recebeu das mãos da atriz Suzana Costa um troféu confeccionado por Xuruca Pacheco, que a partir de agora se chamará Troféu Rutílio de Oliveira.

Balanço e continuidade - “Apesar do curto tempo de produção – foram dois meses e meio, conseguimos estabelecer parcerias sensíveis, da gráfica à Secretaria de Direitos Humanos”, diz Clara Angélica, que dirige o festival ao lado de Rosinha Assis. Para o ano que vem, Clara pensa em criar um espaço específico para a produção documental televisiva, nacional e internacional.

De acordo com o carioca Alexander Mello, diretor da Mostra DIV.A – Diversidade em Animação, que teve programa especial no Recifest, disse que o evento nunca teve tanto público quanto o que compareceu ao São Luiz.

Para Carla Francine, coordenadora de cinema da Secretaria de Cultura / Fundarpe, o Recifest reafirma a vocação do Cinema São Luiz como o único espaço mantido pelo Governo do Estado a apresentar uma cinematografia que de outra forma não chegaria ao público. “Isso propicia formação de plateia, a exemplo de projetos como o CineCabeça, que diariamente leva 900 estudantes de escolas públicas estaduais ao São Luiz”.

Premiação – O prêmio para “O melhor amigo” foi entregue pelo procurador Adalberto Vieira, defensor dos direitos humanos e protagonista do primeiro casamento gay fora do eixo Sul-Sudeste. Ao entregar o prêmio de melhor filme para “O melhor amigo”, Adalberto Vieira ressaltou que a constituição brasileira “deve continuar laica, para garantir o direito de todas as modalidades de relações afetivas. Família é expressão do amor, e a família homossexual deve, por decisão do Supremo Tribunal Federal, ser respeitada como qualquer outra”.

Diretor Allan Deberton ("O melhor amigo") recebe prêmio de José Otávio Meira Lins, presidente da Associação Brasileira de Turismo LGBT

Diretor Allan Deberton (“O melhor amigo”) recebe prêmio de José Otávio Meira Lins, presidente da Associação Brasileira de Turismo LGBT

Ao receber o prêmio, Allan Deberton disse que foi um desafio realizar o curta, pois ele vem de uma família conservadora, que ainda não assistiu ao filme. “Com este prêmio estou encorajado a mostrar o filme a eles”, disse.

O júri presidido pela cineasta Kátia Mesel concedeu menções honrosas para os curtas “O diário de Márcia” (PB), de Bertrand Lira, “Quem tem medo de Cris Negão” (SP), de René Guerra, “Garotas da Moda” (PE), de Tuca Siqueira e “Khady” (PE), de Hanna Godoy. “Quem tem medo de Cris Negão?” ainda ganhou os prêmios Direitos Humanos, concedido pelo Governo de Pernambuco e da Federação Pernambucana de Cineclubes – Fepec. A produção baiana “Jessy”, de Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge, ganhou o prêmio ABD / Apeci, que como troféu entregou fotos dos Cinemas Glória e Torre, dois antigos cinemas de rua do Recife.

PREMIAÇÃO RECIFEST

Júri Oficial:

Melhor curta nacional:

“O melhor amigo” (CE), de Allan Deberton

Menção honrosa para “O diário de Márcia” (PB), de Bertrand Lira e “Quem tem medo de Cris Negão?” (SP), de René Guerra

Melhor curta pernambucano:

“Tubarão”, de Leo Tabosa

Menção honrosa para “Garotas da Moda”, de Tuca Siqueira e “Khady”, de Hanna Godoy

Júri Direitos Humanos

Melhor curta nacional: “Quem tem medo de Cris Negão?” (SP), de René Guerra

Melhor curta pernambucano: “Khady”, de Hanna Godoy

Júri ABD / Apeci

Melhor curta nacional: “Jessy” (BA), de Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge

Melhor curta pernambucano: “Garotas da Moda”, de Tuca Siqueira

Júri Fepec

Melhor curta para reflexão: “Quem tem medo de Cris Negão?” (SP), de René Guerra

Júri popular

Melhor curta nacional: “O diário de Márcia” (PB), de Bertrand Lira

Melhor curta pernambucano: “Tubarão”, de Leo Tabosa

Share Button

Começa a competição de curtas

Garotas da Moda - Tuca Siqueira - Pernambuco

Mostra competitiva começa nesta quinta (24); “Garotas da Moda”, de Tuca Siqueira, integra mostra pernambucana

Começa nesta quinta a mostra competitiva nacional e pernambucana do RECIFEST – Festival de Cinema da Diversidade Sexual.  Formada por 21 curtas, as mostras foram programadas pelos curadores Alexandre Soares Taquary (PE) e Ricky Mastro (SP) e refletem o amadurecimento e a crescente produção de curtas de temática LGBTTT.

Os filmes serão julgados por comissão formada pelos cineastas Kátia Mesel (presidente), Alexander Mello (RJ), Beto Normal (PE), Quiá Rodrigues (RJ) e Uirá dos Reis (CE). “Os programas trazem diferentes olhares sobre o tema, abordado de forma mais sensível, leve e menos panfletária”, diz Alexandre.

Sobre a Mostra Nacional, diz Ricky: “Os curtas têm um fato em comum – tratarem a sexualidade dos personagens em segundo plano, não como a descoberta da sexualidade em sim, mas sendo parte dos personagens. Assim, chamaremos a sexualidade como identidade sexual e as relações homoafetivas, que os personagens têm entre si em cada trama entre eles. Os filmes são feitos de maneiras delicadas mostrando um cinema LGBTTT moderno, que já não precisa mais provar nada, apenas se mostrar visível”.

"O melhor amigo" (CE), de Allan Deberton, traz ator Jesuíta Barbosa no elenco

“O melhor amigo” (CE), de Allan Deberton, traz ator Jesuíta Barbosa no elenco

Palestra – No dia 25 (sexta-feira), às 15h, o Recifest promove a palestra “Mídia e Diversidade Sexual” no auditório da Fafire (Boa Vista). Participam os jornalistas Fabiana Moraes (repórter especial do Jornal do Commercio) e Diogo Carvalho (Blog LGBTudo / Diario de Pernambuco), Eleonora Pereira (Coord. Nacional e Regional do Movimento Nacional Mães pela Igualdade/ Presidente do Instituto José Ricardo – Pelo bem da Diversidade) e o coordenador do Centro Estadual de Combate à Homofobia, Rhemo Guedes. A mediação é do professor e crítico de cinema Alexandre Figueirôa.

Encerramento – No sábado (26) o Recifest realiza sua cerimônia de premiação, que será antecedida pela exibição do longa cearense “Doce Amianto”, de Guto Parente e Uirá dos Reis, com a presença de Uirá. Aplaudido na Mostra de Tiradentes, Cine Esquema Novo (RS), Fest Latino (SP) e Cinemúsica (RJ), o filme conta a história de uma travesti que sente-se abandonada por seu amor e encontra abrigo em sua amiga morta.

Cobertura – A noite de quarta (23) foi marcada por uma seleção especial de curtas internacionais. Pela primeira vez no Recife, a Mostra DIV.A – Festival Diversidade foi aplaudida com entusiasmo, com destaque para a animação alemã “Flamingo Pride”. Enquanto os 16 curtas de animação programados pelo carioca Quiá Rodrigues primaram pela irreverência e liberdade criativa como só as animações permitem, a mostra internacional trazida por Ricky Mastro apresentou filmes de maior profundidade dramática, que permitiram reflexões sobre a natureza dos relacionamentos amorosos homoafetivos e os conflitos sociais que surgem a partir de sua realização.

Share Button

Após abertura lotada, começa a Mostra Internacional do RECIFEST

Abertura do festival LGBTTT coloriu e lotou o Cinema São Luiz; mostra de animação e de curtas internacionais são a atração de hoje (23/10)
Curta alemão Flamingo Pride integra Mostra DIV.A

Curta alemão Flamingo Pride integra Mostra DIV.A

A abertura do RECIFEST – Festival de Cinema da Diversidade Sexual não poderia ter sido melhor. O Cinema São Luiz se coloriu para receber o público, centenas de pessoas que foram conferir o longa “Tudo o que Deus criou” e as homenagens a Rutílio de Oliveira e ao Coletivo Angu de Teatro, que assinou o cerimonial com André Brasileiro e Hermila Guedes. No primeiro andar, a boate Metrópole montou um lounge com DJ, com espaço para exposição de obras da artista Xuruca Pacheco, que confeccionou os troféus que serão entregues para os melhores curtas da mostra competitiva.

Hoje o RECIFEST exibirá uma seleção especial de curtas internacionais. Pela primeira vez no Recife, a Mostra DIV.A – Festival Diversidade em Animação traz 16 curtas de animação (do stop-motion ao 3D), feitos em 11 países, programados pelo diretor de animação carioca Quiá Rodrigues. Entre os destaques está o curta “Hetero”, de Lasse Person e Lisa Tulin. Lisa é o alter ego de Lasse, que se traveste em mulher de cabelos longos e olhos azuis.

The Confession 3

“Aparentemente o mundo da animação pode ser visto como essencialmente hétero, mas um olhar mais apurado nos revela importantes movimentos de alguns animadores em discutir a sexualidade mais amplamente”, diz Quiá Rodrigues. “Muitos animadores pensam a questão e apontam caminhos para radiografar a diáspora que é a identidade sexual do ser humano. Esses animadores dão grande contribuição nessa discussão criando um discurso inventivo quadro a quadro”.

Sob curadoria do realizador paulista Ricky Mastro, a mostra internacional traz curtas inéditos na América do Sul. “São filmes vindos de repertórios cinematográficos distantes e diversos”, diz Ricky Mastro.  “Cinema é política e no mundo inteiro a comunidade LGBTTT enfrenta alguns desafios que são debatidos em sua própria organização. A união homoafetiva, as novas dinâmicas de arranjos familiares e a inclusão da sexualidade do personagem não como ponto principal da história, mas como desdobramentos dos modos de existir”.

Mostra Nacional e Pernambucana – A competição oficial está dividida em nacional e pernambucana e será exibida nos dias 24 e 25. Elas refletem o amadurecimento e a crescente produção de curtas de temática LGBTTT. “Os programas trazem diferentes olhares sobre o tema, abordado de forma mais sensível, leve e menos panfletária”, diz Alexandre Soares. Os filmes serão julgados por comissão formada pelos cineastas Kátia Mesel (presidente), Alexander Mello (RJ), Beto Normal (PE), Quiá Rodrigues (RJ) e Uirá dos Reis (CE).

Encerramento – Aplaudido na Mostra de Tiradentes, Cine Esquema Novo (RS), Fest Latino (SP) e Cinemúsica (RJ), encerra o Recifest a produção cearense “Doce Amianto”, uto Parente e Uirá dos Reis, conta a história de uma travesti que sente-se abandonada por seu amor e encontra abrigo em sua amiga morta.

Palestra – No dia 25 (sexta-feira), às 15h, o Recifest promove a palestra “Mídia e Diversidade Sexual” no auditório da Fafire (Boa Vista). Participam os jornalistas Fabiana Moraes (repórter especial do Jornal do Commercio) e Diogo Carvalho (Blog LGBTudo / Diario de Pernambuco), Eleonor Pereira (Coord. Nacional e Regional do Movimento Nacional Mães pela Igualdade/ Presidente do Instituto José Ricardo – Pelo bem da Diversidade) e o coordenador do Centro Estadual de Combate à Homofobia, Rhemo Guedes. A mediação é do professor e crítico de cinema Alexandre Figueirôa.

 

Share Button

Recifest anuncia programação

Curta-metragem "The Confession of Father John Thomas" integra Mostra DIV.A

Curta-metragem “The Confession of Father John Thomas” integra Mostra DIV.A

O Recifest – Festival de Cinema da Diversidade Sexual anuncia sua programação. São 47 curtas e dois longas-metragens selecionados para a primeira edição do festival, que começa na próxima terça (22), no Cinema São Luiz. O Recifest é o primeiro evento local dedicado à temática LGBTTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros). Além dos filmes, a programação conta com oficinas, debate e homenagens ao ator e produtor Rutílio de Oliveira (1959-2012), idealizador do Recifest, e o coletivo Angu de Teatro, que completa dez anos e fará o cerimonial.

De acordo com as organizadoras do evento, Rosinha Assis e Clara Angélica, a realização do Recifest surge como espaço para discutir o mundo contemporâneo. “Diante de temática complexa, delicada e polêmica, aceitamos o desafio de identificar uma programação em que o público se reconheça e se veja projetado, mas que ao mesmo tempo, desperte o interesse de todos que gostem de assistir boas histórias e que amem o cinema”.

A curadoria do Recifest é do realizador paulista Ricky Mastro (mostra nacional e internacional) e do produtor de cinema Alexandre Soares Taquary (mostra nacional e pernambucana). Os melhores curtas nacionais receberão troféus confeccionados pela artista plástica Xuruca Pacheco. A presidente da comissão julgadora é a cineasta Kátia Mesel.

A mostra internacional traz curtas inéditos na América do Sul. “São filmes vindos de repertórios cinematográficos distantes e diversos”, diz Ricky Mastro.  “Cinema é política e no mundo inteiro a comunidade LGBTTT enfrenta alguns desafios que são debatidos em sua própria organização. A união homoafetiva, as novas dinâmicas de arranjos familiares e a inclusão da sexualidade do personagem não como ponto principal da história, mas como desdobramentos dos modos de existir”.

As mostras nacional e pernambucana refletem o amadurecimento e a crescente produção de curtas de temática LGBTTT. “Os programas trazem diferentes olhares sobre o tema, abordado de forma mais sensível, leve e menos panfletária”, diz Alexandre Soares.

Mostra DIV.A – Pela primeira vez vem ao Recife uma itinerância do Festival Diversidade em Animação – DIV.A, com 16 curtas de animação do stop-motion ao 3D, feitos em onze países, programados pelo diretor de animação carioca Quiá Rodrigues. O festival acontece há cinco anos no Rio de Janeiro.

Palestra - A palestra “Mídia e Diversidade Sexual” se realizará no dia 25 (sexta-feira), às 15h, no auditório da Fafire (Boa Vista). Participam os jornalistas Fabiana Moraes (repórter especial do Jornal do Commercio) e Diogo Carvalho (Blog LGBTudo / Diario de Pernambuco), a integrante do Mães Pela Igualdade, Eleonora Pereira e o coordenador do Centro Estadual de Combate à Homofobia, Rhemo Guedes. A mediação é do professor e crítico de cinema Alexandre Figueirôa.

Longa-metragens – Dois longas fora de competição foram selecionados para a abertura e encerramento do Recifest, com a presença dos realizadores: a produção paraibana “Tudo o que Deus criou”, de André Costa Pinto, em que um jovem de 23 anos precisa assumir uma família enquanto passa por um conflito de identidade; aplaudido na Mostra de Tiradentes, Cine Esquema Novo (RS), Fest Latino (SP) e Cinemúsica (RJ), a produção cearense Doce Amianto, Guto Parente e Uirá dos Reis, conta a história de uma travesti que sente-se abandonada por seu amor e encontra abrigo em sua amiga morta.

Formação - Oficinas serão outro ponto forte do evento. Ministrada por Marlom Meirelles, “Documentando” tem foco no documentário como ferramenta de preservação e resgate da memória; a cargo de Ricky Mastro, “Distribuição de Curta-Metragem” ensina o passo a passo para chegar a festivais nacionais e internacionais. Cada oficina oferece 20 vagas e serão ministradas nos dias 23, 24 e 25 de outubro, das 14h às 18h, na sede da TV Universitária. As inscrições para as oficinas estão encerradas.

Realizado pela Associação Cultural Bondosa Terra em associação com a jornalista e cineasta Clara Angélica, o Recifest conta com o patrocínio da Fundarpe/Governo de Pernambuco, através do edital de fomento do Funcultura Audiovisual. “Em uma época em que a diversidade sexual é tão debatida, é importante que o Recife, que sempre esteve na vanguarda cultural, se posicione de maneira incisiva. Com o evento, esperamos incentivar, apresentar e refletir uma produção cada vez mais ampla e diversificada”, refletem as realizadoras.

Rutílio de Oliveira (1959-2012) – É dele a ideia deste Recifest, que viu aprovado, mas que não poderá acompanhar trabalhando, festejando, contagiando com sua energia e aquele alvoroço. De humor peculiar, Rutílio sempre foi tantos e de tantos amigos e de tantos projetos e de tantas realizações e de tantas conversas. Parecia que tudo nele só fazia sentido se fosse muito. Pois então, aqui vai um Festival inteirinho para homenageá-lo e brindar o talento do ator, do produtor, do artista e de um profissional perfeccionista e que abriu tantas frentes. No cinema, em Pernambuco, a partir dos anos 90, esteve em praticamente todos os sets. Do “Baile Perfumado” a “Tatuagem”, sem falar nos dezenas de curtas, direção de clipes, longas nacionais, teatro e publicidade.

O Coletivo Angu de Teatro nasceu em 2003, com o encontro dos seus componentes no início das pesquisas para a montagem do espetáculo “Angu de Sangue”, texto de Marcelino Freire. De lá pra cá, além de Angu de Sangue, sucesso de público e de crítica em Recife e várias capitais do Brasil, o grupo montou o polêmico espetáculo “Ópera”, do dramaturgo Newton Moreno. Em 2008 estreou o espetáculo “Rasif – Mar que Arrebenta”, também do autor Marcelino Freire, que circulou por várias cidades do Brasil. Em 2011 foi a vez do mais recente espetáculo, “Essa febre que não passa”, baseado em contos da jornalista e escritora Pernambucana Luce Pereira. A sede, o Espaço Coletivo, fica na Rua Tomazina, 199 – Recife Antigo.

Clube Metrópole e Santo Bar – Uma parceria que gera poder de mobilização e representatividade com a cena local. Por isso, além de sediar a festa oficial do evento, a Metrópole montará um lounge no mezanino do Cinema São Luiz. “Acho importante um festival deste porte, pois movimentará a cena da diversidade sexual de Pernambuco”, disse Maria do Céu, produtora e promoter da casa noturna.

Prêmio Estadual Sétima Arte Direitos Humanos – medalhas concedidas pela primeira vez a um Festival de Cinema pelo Governo do Estado de Pernambuco, Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Secretaria Executiva de Justiça e Direitos Humanos, a um filme nacional e outro pernambucano. Quem entregará os prêmios será a secretária Laura Gomes.

Prêmio ABD/Apeci – A Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas (ABD) foi fundada em 11 de setembro de 1973, durante a segunda Jornada de Cinema da Bahia, completando 40 anos de  promoção da produção audiovisual brasileira. Essa trajetória será comemorada por diversas ações em todos o país, incluindo a entrega dos prêmios de melhor curta pernambucano e melhor curta nacional no Recifest deste ano. A Associação Pernambucana de Cineastas (Apeci) foi criada em 1979, para mobilizar realizadores no Estado em consonância com a associação nacional. Os prêmios da ABD/APECI valorizam a liberdade artística, a criatividade, a investigação de linguagem, a provocação e a sensibilidade perante a realidade.

Prêmio Fepec – Fundada em julho de 2008, a Federação Pernambucana de Cineclubes tem como objetivo ajudar a organizar e fomentar o crescimento da atividade cineclubista em todo o estado, através da representação junto aos órgãos públicos e privados e da criação de políticas e diretrizes que defendam e consolidem o movimento cineclubista pernambucano.

Share Button

Oficinas convocam selecionados

Estão encerradas as inscrições para as oficinas oferecidas pelo Recifest. Os encontros acontecerão nos próximas dias 23, 24 e 25, das 14h às 18h, no prédio do NTVRU – Núcleo de TV e Rádios Universitárias (Avenida Norte, 68). Até breve!

 

DOCUMENTANDO com Marlom Meirelles

Onézia Lima

Felipe Medeiros

Washington Ferreira

Matheus Farias

Emanuella Joyce Ferreira da Silva

Ariana Pacheco Ribeiro da Silva

Laís Tenório de Andrade Bitu

Rayanne Morais Borges

Laíse Queiroz

José Marcone dos Santos

Kildemir Sales

Vinícius Giló

Danilo César

Cristina Huggins

Franke Alves

Jéssima César Lins Cruz

Silvana Alves Medeiros

Raisa Almeida Santos

Iran Ferreira de Melo

Sandro Barros

Nelma Silva

Pedro do Nascimento Jordão

Carmeane de Moraes Pessoa

Laís Santos Araújo

Ivyson de Oliveira Cajueiro

 

DISTRIBUIÇÃO DE CURTA-METRAGEM, com Ricky Mastro

Amanda Ramos

Enock Carvalho

Thaynam Lázaro

João Roberto Cintra

André Aguiar

Angelus Melo

Túlio Rodrigues

Maria Luísa Sá

Sofia Egito

Caio Túlio Duque

Gustavo Henrique Almeida

Marina Mahmood

Heidi Trindade

Luiz Carlos de Lima do Nascimento

Leo Tabosa

Jucélio Matos Araujo

Rodolfo Araújo

Romero Ramos de Queiroz

Txai Ferraz

Rômulo Ramos

André Gustavo Leão de Melo Ataíde

Raquel Cristina Guedes Melo

Paulo de Sá

Monique Karoline de Oliveira Santos

Ana Gomes

-

A seleção foi por ordem de inscrição. Todos os outros inscritos estão na fila de espera e serão convocados caso haja desistência.

Share Button

Recifest celebra a diversidade no templo do cinema

Longa cearense "Doce Amianto" é uma das atrações do festival

Longa cearense “Doce Amianto” é uma das atrações do festival

Está no ar o Recifest – Festival de Cinema da Diversidade Sexual. O objetivo é fomentar a cultura de filmes de temática LGBTTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), com uma programação de qualidade no Cinema São Luiz. As sessões começam às 19h30m. Nesta primeira edição, curtas e longas serão selecionador por uma curadoria especializada, formada pelo realizador paulista Ricky Mastro (mostras internacional e nacional) e Alexandre Taquary (mostras nacional e pernambucana). Os filmes nacionais e pernambucanos são competitivos e os melhores receberão troféus confeccionados pela artista Xuruca Pacheco. Além dos filmes em competição, haverá exibições especiais de longas-metragens, da Mostra DIV.A – Diversidade em Animação (curadoria de Quiá Rodrigues), que juntamente com outros cinco curtas comporão a mostra internacional.

As oficinas gratuitas serão outro ponto forte do evento. “Documentando” tem foco no documentário como ferramenta de preservação e resgate da memória; e “Distribuição de Curta-Metragem” ensina o passo a passo para chegar a festivais nacionais e internacionais. Cada oficina oferece 20 vagas.

Os homenageados do festival são o nosso querido Rutílio de Oliveira, idealizador do Recifest, falecido em agosto de 2012, e o Coletivo Angu de Teatro, que completa dez anos e fará o cerimonial do evento.

Coletivo Angu de Teatro

Foto/Tuca Siqueira

De suma importância, a parceria com o Clube Metrópole e o Santo Bar geram o poder de mobilização necessário para que o Recifest tenha representatividade na cena LGBTTT local. Por isso, além de sediar a festa oficial do evento, a Metrópole e o Santo Bar montarão um lounge no mezanino do Cinema São Luiz.

O Recifest coloca Pernambuco no mapa de eventos dedicados à temática LGBTTT, como o Mix Brasil (São Paulo), o Newfest (Nova York), o Rozendag (Amsterdam) e o Teddy Awards (Berlim). Em uma época em que a diversidade sexual entrou na pauta mundial, é importante que o Recife, que sempre esteve na vanguarda cultural, se posicione de maneira incisiva. O Recifest surge para ocupar essa lacuna. Com o evento, esperamos incentivar e dar visibilidade a uma produção cada vez mais diversificada.

Share Button

Inscrições abertas para oficinas do Recifest!

Hoje abrem as inscrições para as oficinas gratuitas do Recifest - Festival de Cinema da Diversidade Sexual. Ministrada por Marlom Meirelles, “Documentando” tem foco no documentário como ferramenta de preservação e resgate da memória; a cargo de Ricky Mastro, “Distribuição de Curta- Metragem” ensina o passo a passo para chegar a festivais nacionais e internacionais. Cada oficina oferece 20 vagas. As inscrições estão abertas até 16 de outubro pelo email contato@recifest.com.br

 

Share Button

HOMENAGEADOS

Rutílio Oliveira

É dele, de Rutílio, a ideia deste RECIFEST, que viu aprovado, mas que não poderá acompanhar trabalhando, festejando, contagiando com sua energia e aquele alvoroço. De humor peculiar, Rutílio sempre foi tantos e de tantos amigos e de tantos projetos e de tantas realizações e de tantas conversas. Parecia que tudo nele só fazia sentido se fosse muito. Pois então, aqui vai um Festival inteirinho para homenageá-lo e brindar o talento do ator, do produtor, do artista e de um profissional perfeccionista e que abriu tantas frentes. No cinema, em Pernambuco, a partir dos anos 90, esteve em praticamente todos os sets. Do Baile Perfumado a Tatuagem, sem falar nos dezenas de curtas, direção de clipes, longas nacionais, teatro e publicidade. Um beijo pra você, “elegante do jeito Paulinho; Cativante do jeito Martinho; malandro e contagiante do jeito Zeca Pagodinho”. Vamos festejar!

Cozinha confidencial com o produtor cultural Rutilio de Oliveira.

 

Coletivo Angu

O Coletivo Angu de Teatro nasceu em 2003, com o encontro dos seus componentes no início das pesquisas para a montagem do espetáculo “Angu de Sangue”, texto de Marcelino Freire. De lá pra cá, além de Angu de Sangue, sucesso de público e de crítica em Recife e várias capitais do Brasil, o grupo montou o polêmico espetáculo “Ópera”, do dramaturgo Newton Moreno. Em 2008 estreou o espetáculo “Rasif – Mar que Arrebenta”, também do autor Marcelino Freire, que circulou por várias cidades do Brasil. Em 2011 foi a vez do mais recente espetáculo, Essa febre que não passa, baseado em contos da jornalista e escritora Pernambucana Luce Pereira. A sede, o Espaço Coletivo, fica na Rua Tomazina, 199 – Recife Antigo.

Foto/Divulgação

Foto/Divulgação

www.coletivoangu.com 

Share Button